Verbetes

Mistério

Posted on: março 16, 2008

Que coisa! Não sei… Posso até estar forçando a barra, mas hoje não foi um dia comum. Acordei cedo para assistir a aula de ‘Toxicomania e psicanálise’ (muito interessante!). De cara encontrei com A’ estressadinha num orelhão. Um motoboy veio na contramão, ela foi obrigada a jogar o carro no meio fio e o pneu estourou. O carro é do pai dela e por isso estava toda afobada pra já apresentar o problema resolvido. Com medo que ela dirigisse naquele nervosismo todo, me ofereci pra ir ao borracheiro com ela. Ah, seria forçar a barra dizer que foi emocionante aprender sobre compra de pneus, eu sei! Mas não é isso não. Já era fim de expediente e as pessoas estavam saindo da loja. Conversa vai, conversa vem (essa mania!) conheci uma tal de C., que trabalhava na loja. Incrível! De cara tive a impressão que já a conhecia. E de cara ela já me contava toda sua vida… Dizia indignada como as pessoas em Juiz de Fora não valorizavam o Festival de Jazz que tem todo ano. E que tinha saudades do teatro, que não encontrou um grupo aqui na cidade para continuar atuando. Eu sei de um… Mas fiquei receosa de indicar sem falar com o cara que é meu colega virtual e diretor…. Contudo, o mais interessante foi ela me falar que tinha uma pousada em (…). Eu nunca tive curiosidade por esse lugar. Pra mim, sempre foi coisa de ressentidos sem noção. Mas como estávamos no papo, falei que uma coisa lá havia me chamado atenção. Foi uma história que uma amiga me contou de um lugar mágico, que fazia as pessoas dormirem quando chegavam nele. Aí os olhos dela brilharam! Ela me disse, que esse lugar, era, de certa forma, uma parte dela. E falou um monte de coisa. De como eu deveria ir lá um dia e conhecer esse lugar. A partir de hoje vou nutrir esse segredo. Há tempos quero fazer uma viagem solitariamente. Assim, como quem foge. Pensei então, em fazê-lo em maio, no Corpus Christi. Vou para lá sem ninguém saber, na aventura. C. me deu um cartão do seu trabalho para quando eu fosse falasse com ela que ela me arrumava um lugar baratinho pra ficar. Vou cultivar esse segredo como exercício de discrição. Eu sei, estou contando aqui e vou contar tudo depois. É preciso registrar… Faz parte da poiesis… Dizem que só as meninas boas escrevem diários e que as más não tem tempo para isso. Tô além do bem e do mal. Só as meninas poéticas escrevem diários! Mesmo se depois de maio esta história passar em branco, vou aprender um pouquinho sobre minha capacidade de fantasiar.

PS* Tuo isso no momento de RE-descoberta de Janis!!! Impressionante!

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— Daniela é assim como um jardim selvagem — disse tio Ed olhando para o teto. Como um jardim selvagem... Tia Pombinha concordou fazendo uma cara muito esperta. (...) Mas, e um jardim selvagem? O que era um jardim selvagem? Foi o que lhe perguntei. Ele me olhou com um ar de gigante da montanha falando com a formiguinha. — Jardim selvagem é um jardim selvagem, menina. — Ah, bom ! eu disse”. Lígia Fagundes Telles - O jardim selvagem. In Antes do Baile Verde.

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