Verbetes

Platônica

Posted on: agosto 30, 2009

Platônica: adj. fem. relativo à porção feminina do filósofo Platão (428-347 a.C.), este adjetivo não possui gênero masculino. Diz-se da paixão idealizada e só realizada mediante parceiro que possui passaporte para uma dimensão paralela a esta que habitamos. O metafísico Sigmund Freud desenvolveu um aparelho capaz de isolar as partículas da paixão platônica, cujo resultado seria o amor a si mesmo em níveis mais profundos de narcisismo. O biólogo Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844- 1900) afirmava que as moléculas da paixão eram platônicas, daí sua característica inflamável e efêmera. Exemplo: Cortazar (guru da filosofia surrealista do século XX):

  • “Entre a Maga e eu cresce um canavial de palavras (…) e já a minha pena se chama pena, meu amor se chama meu amor”
  • “A verdadeira outridade feita de delicados contatos, de maravilhosos ajustes com o mundo, não podia ser cumprida por um só lado: a mão estendida deveria receber outra mão, vinda de fora, vinda do outro.”
  • “Eu, na realidade, já nada tenho a ver comigo mesmo”.
  • “Você e eu somos dois entes absolutamente incomunicados entre si, a não ser por meio dos sentidos e da palavra.”
  • “Felizes aquele que amavam o próximo como a si mesmos.”

Paixão é como comer só um biscoito polvilho do saco inteiro.

Ass: Eu.

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— Daniela é assim como um jardim selvagem — disse tio Ed olhando para o teto. Como um jardim selvagem... Tia Pombinha concordou fazendo uma cara muito esperta. (...) Mas, e um jardim selvagem? O que era um jardim selvagem? Foi o que lhe perguntei. Ele me olhou com um ar de gigante da montanha falando com a formiguinha. — Jardim selvagem é um jardim selvagem, menina. — Ah, bom ! eu disse”. Lígia Fagundes Telles - O jardim selvagem. In Antes do Baile Verde.

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